sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
domingo, 10 de janeiro de 2010
MADE I(n)PIAÚ

AC - Surgiu através de um convite feito por Ricardo Souza da Rádio Livre comunitária.
AC - Interessante, me senti feliz devido ao fato de estar tocando em minha cidade natal e em um formato diferente, como artista solo.
E quanto às lembranças... guardo todas, o começo, as descobertas, é minha história, amigos e companheiros que tocaram comigo, as pesquisas, os estudos, as buscas, as músicas que me acompanham, experiências, crescimento, aprendizagem, emoções... Isso tudo influência e reflete na forma e na personalidade de como me expressar com um instrumento hoje, é, a vida...
AC - Sim, tivemos muito pouco tempo, mas tive o prazer e a oportunidade de unir um grupo formado por músicos profissionais e, além disso, velhos e bons amigos, então esse pouco tempo não se tornou um problema, ensaiei com o Gabriel um dia antes de viajarmos e então aqui nos reunimos a Celso, Sussa e Netão, ensaiamos e então à apresentação...
Ponto alto é algo relativo, cada música tem uma energia distinta, mas, pessoalmente creio que "Eclipse" tenha sido o ponto alto, devido ao fato de sua composição ter-se dado há três dias antes da apresentação, exatamente no momento em que estava ocorrendo um eclipse e que em sua quase totalidade foi tocada em formato de improvisação. Link: www.youtube.com/watch?v=4eKpBmp_a8w
AC - Bem, para mim como guitarrista, trabalhar como Luthier é muito satisfatório devido ao fato de estar sempre em contato com todos os tipos de guitarras e instrumentos, também importantes em minhas pesquisas, onde ao modificar, consertar e customizar estes instrumentos, analisei todos os seus aspectos e através disso é que desenvolvi e construi as guitarras A.R. Costa, a qual usei nesta edição do Projeto Nota Jazz. Link: http://www.arcostaguitars.net/
AC - Primeiramente quero agradecer a você Carlos, a todos os meus amigos, clientes e a você que estás a ler estas linhas, muito agradecido!
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
MADE I(n)PIAÚ
O BLOG volume MÁXIMO apresenta mais um Ipiauense a serviço da boa música: Ronaldo Novais Santos, 30 anos. Morando em São Paulo há 10 anos, Ronaldo MIB, nome artístico pelo qual é conhecido, está envolvido em 2 projetos musicais voltados ao Hip Hop, sobre os quais ele nos fala na entrevista a seguir.
BvM – Nos fale sobre seus dois projetos musicais. Quem são seus parceiros nestes projetos e suas influencias musicais?
Ronaldo MIB - Estou finalizando minha mix solo, que está sendo produzida e gravada por amigos daqui de Guarulhos, tem uns beats de Gilmar de Andrade, Pastor (Interna Mente), Djaimes (Afroindígena) e até mesmo uns samples de sons que “roubei” da MPB com refrão e tudo rsrs, o disco ta sendo gravado no Estúdio Derruê, e tem previsão de sair até o fim do ano. O outro projeto é do grupo que faço parte desde 99 que é o Interna Mente, formado por Dj Fatal, FLH, Pastor e Ronaldo MIB. O grupo também está finalizando os trabalhos do cd de estréia com participações de amigos da cena local ( Sombra, Gilmar de Andrade, Carlos Moraes, Puli). Parte do disco foi gravado no Estúdio Operante do QAP e a outra parte no Derruê, mas ainda não temos previsão de lançamento, já que é um processo mas detalhado, por ter características mais profissionais que uma mix tape que é o caso do meu solo. Quanto às influencias, são muito diversificadas, uma vez que cada integrante tem referências bem diferenciadas, apesar de algumas preferências unânimes, tipo GOG, SP Funk, Jigaboo, Djavan, Tim Maia entre outros, no caso do meu trabalho solo é mais perceptível a presença da MPB na construção do som.
BvM – Há quanto tempo você faz música?
Ronaldo MIB - Pra ser sincero, acho que nunca fiz música. O que faço é algo muito similar, mas que não considero como música, por não me considerar músico. Eu digo a todos que faço RAP! Pode parecer meio estranho ou contraditório, mas o fato é que não tenho intimidade com a parte técnica da música, eu rimo pois não sei cantar, faço instrumentais no computador pois não sei tocar nenhum instrumento, eu me baseio na batida do RAP pra me expressar tentando sim, incorporar o mínimo possível de musicalidade no som. Comecei a escrever minhas letras ainda na Bahia no final dos anos 90, a primeira pessoal que me apresentou o RAP de forma mais ampla foi o Freeza (O Quadro) também de Ipiaú. Chegamos a gravar um som juntamente com o DH hoje integrante da Banda Kumiera. Quando desembarquei em Sampa em 99 conheci um pessoal que fazia parte de uma rádio pirata chamada Rádio Guetto, parte dessa turma fundou a posse Interna Mente, que veio posteriormente a se resumir em grupo do qual faço parte hoje.
BvM – Como está sendo a divulgação? Shows...cds...
Ronaldo MIB - Faço (e fazemos) a divulgação basicamente pela internet e durante os shows... Distribuímos cds promos pro pessoal que curte nosso som e estes por afinidade vão passando em frente, ajudando na divulgação do nosso trabalho. Na internet o que mais ajuda é o myspace que é a maior referência de divulgação musical da rede. Nossas páginas têm bastante acesso e não pára de ter gente adicionando.
BvM – Vivendo em São Paulo, cidade onde existe espaço para todos os estilos musicais e tribos. Você está satisfeito com a receptividade a seus projetos?
Ronaldo MIB - Estamos bastante satisfeitos, principalmente devido ao momento que o hip hop vive que não é tão propício, mas ta bem divulgado devido as nossas pretensões e nosso público alvo que é bem diversificado e não é centrado na cena do rap.
BvM – O que é mais importante no Hip Hop: mensagem ou som?
Ronaldo MIB - Acho que um não pode se sobressair ao outro, é a soma dos dois que faz seu trabalho ser completo, não adianta um som ser muito bem produzido, se as pessoas vão apenas escutar a base, e a mensagem ser bem elaborada tanto na rima quanto na idéia se o som for algo monótono e chato, a ponto de ninguém conseguir ouvir uma segunda vez ou até mesmo ouvir uma única vez até o final. Principalmente no meu som solo, a mensagem tem que ter fundamento e ser coerente com o que penso e faço, tenho que ter respostas sensatas se alguém me perguntar a respeito do que escrevi.
BvM – Obrigado pela participação no BLOG volume MÁXIMO. Deixe aqui sua mensagem a todos Ipiauenses que valorizam a boa música.
Ronaldo MIB - Valeu pelo espaço e espero que todos possam ouvir meu som e fazer suas críticas tanto positivas quanto negativas. Desejo também que procurem mais sobre a nossa música local, pois infelizmente (ou felizmente) só conheci de fato a música da Bahia quando vim pra São Paulo onde não há uma manipulação tão maquiavélica das rádios e nossa música é muito valorizada.
Paz a todos
Ronaldo MiB (Made In Bahia)
CONTATOS:
www.ronaldomib.palcomp3.com.br
www.internamente.palcomp3.com.br
msn: ronaldordinario@hotmail.com
sábado, 29 de agosto de 2009
MADE I(n)PIAÚ

CONHEÇAM O MANZUÁ
A universitária ipiauense Laisa Eça, que reside em Itabuna há 3 anos, faz parte atualmente do projeto musical Manzuá. Ela mesma conta ao BvM alguns detalhes sobre a banda.
“o projeto Manzuá existe desde 2006, vários músicos aqui de Itabuna já passaram pela banda. Más essa formação atual que realmente solidificou e decidiu mandar o projeto pra frente. Essa formação tem pouco mais de 3 meses. A banda é formada por Laísa Eça (vocal e flauta), Brisa Aziz (vocal), Marcelo Weber (baixo), Marcelo Sena (violão), João Solari (guitarra), Mither Amorim (cajón) e Dario Rasta (percussão e efeitos). Todos são universitários da UESC. Todo mundo é musicalmente ativo, cada um participava de um projeto ou banda diferente. Nos conhecemos na UESC através de festivais de música pela região e de shows aqui na própria cidade. Acabamos nos unindo para participar do Festival Firmino Rocha, aqui em Itabuna no mês de julho. O festival foi promovido pela FICC.
Desde o primeiro ensaio percebemos que a energia, o entendimento e a sonoridade de cada um convergiam. Decidimos dessa forma tocar o projeto pra frente aproveitando as composições de Mither, Brisa e Marcelo e solidificar a Manzuá
Temos comunidade no orkut e myspace, mas ainda não temos as músicas da banda disponibilizadas, estamos agilizando aqui pra gravar o cd e poder divulgar, mas falta grana. Já temos muita música em estoque, conseguimos fechar 2 cds. Só falta o dinheiro para gravar. Estamos correndo atrás de patrocínio e editais de apoio à cultura pra ver se a gente consegue gravar esse material. Estamos em ponto de bala! Só é divulgar e tocar! Ou tocar e divulgar!”
Para conhecer o som do Manzuá, acesse o MySpace da banda: www.myspace.com/manzua